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Videira sedia terceira edição de Concurso que premiou queijos Artesanais da região em 2025

Evento promove também o segundo Simpósio Catarinense sobre Queijos com foco em inovação e tradição.

Videira sedia terceira edição de Concurso que premiou queijos Artesanais da região em 2025 Variedade de queijos - Imagem Ilustrativa. Foto: Reprodução / Site Portal RBV

A cidade de Videira sediará, nos dias quatro e cinco de novembro de 2026, o 3º Concurso de Queijos Artesanais de Santa Catarina. A competição reunirá 189 queijos inscritos, produzidos por 43 queijarias de diversas regiões do estado, sucedendo a edição do ano passado realizada em Rio do Sul, que premiou produtores do Alto Vale do Itajaí e do Planalto Serrano.

As avaliações ocorrerão no campus da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e contarão com uma comissão formada por 40 jurados especialistas em análise sensorial. Os avaliadores vêm de estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, representando instituições centenárias do setor lácteo.

Visibilidade e certificação de qualidade para os produtores

O evento busca expandir o alcance comercial e dar visibilidade aos produtos catarinenses que antes ficavam restritos aos mercados locais. Durante o julgamento, são avaliados aspectos como tempo de maturação, textura, pureza de sabor e características sensoriais, concedendo selos de qualidade nas categorias bronze, prata e ouro conforme a pontuação obtida.

Segundo o pesquisador da Epagri, Leandro Crestani, a premiação chancela a excelência do trabalho realizado nas propriedades rurais. De acordo com o pesquisador, “o queijo é uma arte, é uma arte de se fazer a partir do leite produtos extremamente diferenciados”.

Simpósio debate tecnologia e tradição cultural no setor

Paralelamente à competição, será realizado no dia quatro de novembro o 2º Simpósio Catarinense sobre Queijos. O encontro reunirá especialistas de universidades do estado e de outras regiões do país para debater tecnologia de fabricação, uso de fermentos naturais selecionados e técnicas de maturação.

Conforme Leandro, a cultura queijeira possui forte ligação com a história dos colonizadores italianos, alemães, poloneses e ucranianos em Santa Catarina. Conforme explicou o pesquisador da Epagri, o processo de maturação transforma o alimento de forma semelhante ao vinho: “o pessoal sabe que um queijo fresco tem uma qualidade, um sabor, e o queijo maturado aconteceram transformações nele que microrganismos benéficos fizeram fermentações nele”.

O simpósio oferecerá subsídios técnicos para que os produtores aprimorem os processos de fabricação e agreguem valor aos derivados do leite no mercado consumidor.

Ouça a reportagem de Josué Eger: 

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