Justiça

Alojamento com nove pessoas em condições análogas à escravidão é interditado em Itajaí

Fiscalização encontrou problemas de higiene e estrutura no imóvel. Denúncia aponta que mais de 30 trabalhadores podem ter passado pelo local.

Alojamento com nove pessoas em condições análogas à escravidão é interditado em Itajaí Alojamento em Itajaí. Foto: Reprodução / Site MPT 12

A Vigilância Sanitária de Itajaí, em Santa Catarina, interditou um alojamento onde encontrou nove pessoas em condições análogas à escravidão. A fiscalização ocorreu no bairro São Vicente, após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o relato, mais de 30 trabalhadores podem ter sido submetidos às condições investigadas.

Durante a vistoria, os fiscais encontraram colchões sem condições de uso, camas quebradas e problemas de higiene. Além disso, a denúncia aponta dificuldades de acesso à alimentação, agressões e falta de recursos para que os trabalhadores retornassem às cidades de origem.

Trabalhadores eram atraídos por promessas de emprego em Itajaí

Segundo a Vigilância Sanitária, os trabalhadores recebiam promessas de emprego e remuneração para realizar a arrecadação de roupas. Posteriormente, os responsáveis comercializavam os materiais recolhidos.

A denúncia também relata que algumas pessoas não tinham dinheiro para deixar o alojamento e retornar às cidades onde moravam.

Vigilância Sanitária determina interdição de alojamento

Após constatar as condições do imóvel, a Vigilância Sanitária determinou a interdição e realizou o lacre do alojamento.

De acordo com as autoridades, o imóvel deverá passar por demolição devido aos problemas de conservação e higiene identificados durante a fiscalização.

Assistência Social vai custear retorno dos trabalhadores

As nove pessoas encontradas no alojamento receberam atendimento da Assistência Social de Itajaí. O município também ficará responsável pelo pagamento das passagens para que elas possam retornar às cidades de origem.

Enquanto isso, o caso segue sob investigação. A Vigilância Sanitária encaminhará o relatório da fiscalização ao Ministério Público do Trabalho, que poderá adotar as medidas cabíveis diante das irregularidades denunciadas.

Confira os detalhes na fala de Janaína Oliveira da Agência Rádio Web:

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