Geral

Vistoria na barragem de José Boiteux tem data marcada após acordo entre indígenas e Estado

Se tudo correr conforme planejado, as equipes devem ir à barragem nesta quarta-feira (19).

Vistoria na barragem de José Boiteux tem data marcada após acordo entre indígenas e Estado Patrick Rodrigues/NSC

A vistoria na barragem de José Boiteux já tem data marcada para acontecer. A liberação para entrada das equipes na terra indígena foi concedida pelos caciques das aldeias em reunião com a Defesa Civil de Santa Catarina nesta segunda-feira (17). Em contrapartida, o governo do Estado alinhou com as lideranças onde serão construídas as casas determinadas pela Justiça para a comunidade Xokleng.

A vistoria é a primeira primeira etapa para a manutenção da barragem que tem duas comportas e uma delas está emperrada desde a enchente de 2023. Se tudo correr conforme planejado, as equipes devem ir à barragem nesta quarta-feira (19). 

Na reunião desta segunda-feira (17), o Estado disse que vai fazer 13 residências a mais, totalizando 43. Conforme acordo com os caciques, oito serão erguidas em duas aldeias que ficam na cidade de Vitor Meireles e 35 divididas entre outras sete aldeias no município de José Boiteux. Um georreferenciamento deve ser feito nos próximos dias para definir a localização dos imóveis.

Um problema histórico

A barragem de José Boiteux é a maior para contenção de cheias no Vale do Itajaí e beneficia cerca de 1,5 milhão de moradores. Apesar da importância para reduzir os impactos de inundações, a estrutura é alvo de impasse histórico, que começou antes mesmo da construção. Isso porque ela foi erguida pelo governo federal em uma terra indígena legalmente demarcada sem nenhuma indenização aos moradores.

Depois que a obra ficou pronta, por várias vezes a comunidade invadiu a barragem para manifestações, cobrando melhorias por parte das autoridades. As melhores terras para plantar se perderam por causa da construção, e casas e escolas foram destruídas por causa dos danos provocados a cada nova inundação, já que a água contida pela barragem alaga a terra indígena e compromete, inclusive, as estradas.

As obras compensatórias

  • Abertura e macadamização de estrada com 12 quilômetros, ligando as aldeias Sede e Toldo;
  • Melhoria da estrada que liga aldeia Bugio a José Boiteux;
  • Elevação de ponte sobre o Rio Platê;
  • Construção de ponte pênsil sobre o o Rio Hercílio, em local viável técnica e financeiramente;
  • Construção de 10 casas destinadas à aldeia Toldo, da etnia Guarani;
  • Construção de escola com 285 metros quadrados;
  • Construção de duas casas de pároco;
  • Construção de unidade sanitária;
  • Construção de um campo de futebol.

Outras Notícias