Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar resultou na prisão temporária de dois homens investigados pela morte de um ex-policial militar em Taió. Os mandados foram cumpridos na manhã deste domingo, 12 de julho.
O desaparecimento da vítima foi registrado em 29 de junho. Em 3 de julho, o corpo foi encontrado de bruços às margens de um rio.
Investigação identificou suspeitos
Durante as apurações, a Polícia Civil levantou informações de que a vítima teria sido agredida por dois homens em situação de rua em uma data próxima ao desaparecimento.
Os suspeitos foram identificados pelo Setor de Investigação e confirmaram as agressões. No entanto, alegaram que o ex-policial teria entrado voluntariamente no rio enquanto tentava fugir.
Perícia descartou afogamento
O laudo elaborado pela Polícia Científica contrariou a versão apresentada pelos investigados. A perícia apontou que a morte foi causada por asfixia, e não por afogamento.
A investigação trabalha com a hipótese de que a vítima tenha morrido antes de o corpo ser colocado no rio, numa tentativa de esconder a verdadeira causa da morte.
Além disso, testemunhas ouvidas pela Polícia Civil apresentaram informações que contestaram os álibis dos suspeitos e ampliaram os indícios de participação no crime.
Prisões foram autorizadas pela Justiça
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, o delegado responsável pelo caso solicitou a prisão temporária dos dois investigados. O pedido foi aceito pelo Poder Judiciário.
Depois da expedição dos mandados, a Polícia Militar localizou os suspeitos e realizou as prisões na manhã deste domingo (12). Os dois foram encaminhados ao presídio local.
O delegado Filipe Martins afirmou que a operação foi resultado da atuação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Científica, além da resposta do Ministério Público e do Poder Judiciário.
As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Suspeitos de envolvimento na morte de ex-policial militar são presos em Taió. Foto: PCSC