Alto Vale

Plano aponta áreas de risco de inundações e deslizamentos em Rio do Sul

Estudo apresentado em audiência pública identifica áreas habitadas sob risco e propõe intervenções para orientar ações de prevenção no município.

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Plano aponta áreas de risco de inundações e deslizamentos em Rio do Sul Apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). Foto: ASCOM / Prefeitura de Rio do Sul

Rio do Sul apresentou o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), que identifica áreas habitadas sujeitas a inundações, deslizamentos e outros movimentos de terra. O documento também apresenta possíveis intervenções e estimativas de custos para reduzir os riscos mapeados.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) elaborou o estudo em parceria com o Ministério das Cidades e apoio da Defesa Civil Municipal. O trabalho levou cerca de um ano e incluiu levantamentos de campo e análises em diferentes regiões da cidade. Agora, o município poderá utilizar as informações para definir prioridades, planejar intervenções e buscar recursos para obras de prevenção.

Plano atualiza áreas de risco de Rio do Sul

O trabalho começou em setembro de 2025, quando equipes técnicas passaram a percorrer diferentes regiões do município. Os profissionais analisaram áreas suscetíveis a movimentos de terra e inundações. Entre os locais avaliados estão os bairros Barragem, Barra do Trombudo, Eugênio Schneider, Laranjeiras, Bremer e Bela Aliança. Outras regiões atingidas por eventos climáticos também fizeram parte do levantamento.

Segundo o secretário de Segurança Pública de Rio do Sul, Mário Ponticelli Júnior, o município já possuía levantamentos anteriores. No entanto, o novo estudo atualizou os dados e concentrou a análise nas áreas habitadas. “A gente já tinha alguns levantamentos parecidos. Então, isso é mais uma atualização desses levantamentos. Nesse estudo, o foco foi em áreas habitadas”, explicou.

O levantamento também passou a considerar os riscos relacionados às inundações. Com isso, o município passou a contar com informações sobre áreas atingidas e estimativas relacionadas à população exposta.

Estudo propõe obras para redução de riscos

Após identificar as áreas, os técnicos aprofundaram os estudos nos locais classificados com risco alto e muito alto. Engenheiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), sob coordenação do SGB, analisaram alternativas para reduzir os problemas encontrados. O documento apresenta sugestões de intervenções estruturais e não estruturais. Além disso, traz estimativas de quanto cada medida poderá custar.

As propostas, porém, ainda passarão pela avaliação das equipes da prefeitura. O município precisará analisar questões como viabilidade, localização e condições para executar cada intervenção. “Todo esse material está sendo entregue oficialmente e vai passar pela análise dos nossos técnicos, tanto da Defesa Civil quanto do setor de infraestrutura”, afirmou o secretário.

Segundo Ponticelli Júnior, a inclusão das informações nos levantamentos federais também poderá contribuir para a busca por recursos. “Isso vai proporcionar para o município a busca de recursos e de alguma obra que a gente entenda que possa ser realizada dentro desse contexto”, disse.

Plano não determina retirada imediata de moradores

Apesar da identificação de áreas habitadas sob risco, o PMRR não determinou a retirada imediata de moradores.

Conforme o secretário de Segurança Pública, o objetivo do trabalho foi identificar os problemas e apresentar alternativas para reduzir os riscos. “Não tem, nesse primeiro momento, nenhuma indicação de remoção de pessoas, nada disso. A intenção é identificar o risco e dar sugestões e mecanismos para o município buscar essas obras de mitigação e redução desses riscos”, explicou.

O estudo também não analisou individualmente se cada intervenção sugerida seria executada em terreno público ou privado. Portanto, essas questões precisarão de avaliações posteriores.

PMRR será usado no planejamento de Rio do Sul

O Plano Municipal de Redução de Riscos deverá integrar o planejamento de Rio do Sul nos próximos anos. A prefeitura poderá usar o diagnóstico para estabelecer prioridades e avaliar quais intervenções podem ser executadas.

Além disso, o documento poderá auxiliar na elaboração de projetos e na busca por recursos estaduais e federais. “Todo esse trabalho vai fazer parte do planejamento municipal daqui para a frente”, afirmou o secretário de Segurança Pública.

Rio do Sul também mantém outras ações relacionadas à prevenção de eventos climáticos. Entre elas estão sistemas de monitoramento e alerta, estações hidrológicas e protocolos utilizados pela Defesa Civil em situações de emergência.

Ouça a reportagem de Vanessa Montibeller: 

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