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IBGE prepara primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua

Florianópolis foi escolhida para a etapa piloto na região Sul; levantamento nacional está previsto para 2028.

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IBGE prepara primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua Imagem Ilustrativa / Morador de Rua. Foto: Reprodução / Rede de Notícias Acaert

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prepara o primeiro Censo Nacional da População em Situação de Rua. A etapa inicial de testes será realizada em cinco capitais brasileiras, com Florianópolis representando a região Sul.

A fase piloto ocorre entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. O objetivo é ajustar a metodologia que será aplicada no levantamento oficial, previsto para julho de 2028.

Segundo o IBGE, o estudo busca dar visibilidade a uma população que muitas vezes não aparece nas estatísticas tradicionais e, a partir disso, orientar políticas públicas mais precisas.

 

Florianópolis no censo da população em situação de rua

A escolha de Florianópolis para a etapa piloto levou em conta fatores técnicos e sociais. De acordo com o superintendente estadual do IBGE em Santa Catarina, Roberto Kern Gomes, características da capital influenciaram na definição.

“É uma série de fatores técnicos que fizeram com que nós escolhéssemos Florianópolis. É uma capital insular, tem sazonalidade importante e uma grande circulação de pessoas”, afirmou o superintendente estadual do IBGE em Santa Catarina, Roberto Kern Gomes.

Ele também citou o fluxo migratório recente em Santa Catarina como elemento considerado na escolha da cidade.

 

Censo será realizado em 2028

O censo nacional da população em situação de rua será realizado pela primeira vez no país em 2028. A etapa piloto em 2026 serve para testar abordagens, logística e integração com equipes locais.

O diretor nacional de pesquisas do IBGE, Gustavo Junger da Silva, explicou que o trabalho exige cooperação entre diferentes instituições. “A parceria entre o IBGE, prefeituras e movimentos sociais é fundamental para entender os espaços de ocupação e coletar informações mais fiéis”, afirmou o diretor nacional de pesquisas do IBGE, Gustavo Junger da Silva.

 

Parcerias e desafios na coleta de dados

O levantamento enfrenta desafios logísticos, já que a população em situação de rua não possui endereço fixo. Por isso, o IBGE aposta na atuação conjunta com prefeituras e movimentos sociais.

A estratégia inclui mapeamento de territórios e identificação de pontos de permanência, além da abordagem direta das pessoas em campo.

Segundo o instituto, a cooperação local será essencial para garantir maior precisão nas informações coletadas.

 

Critérios do censo da população em situação de rua

Para o levantamento, será considerada em situação de rua a pessoa que tenha dormido ao menos uma noite em vias públicas ou abrigos nos últimos sete dias.

O censo também pretende identificar a origem e a trajetória desse público. O objetivo é compreender melhor a realidade dessas pessoas e subsidiar políticas públicas mais adequadas em todo o país.

 

Confira a reportagem de Carol Denardi, da Rede de Notícias Acaert.

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