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Esteatose hepática: quando a gordura se acumula no fígado

Confira a coluna do médico cirurgião e endoscopista Dr. Clayton Guimarães.

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Esteatose hepática: quando a gordura se acumula no fígado Esteatose hepática - Imagem Ilustrativa. Foto: Reprodução / Site O Globo

A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma condição muito comum. Ela acontece quando há acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Na maioria dos casos, não causa sintomas no início, mas merece atenção, pois pode evoluir para inflamação, cicatrizes no fígado (fibrose), cirrose e, em casos mais graves, câncer de fígado.

As principais causas são o excesso de peso, a obesidade, o diabetes, o colesterol e os triglicerídeos elevados, além do sedentarismo. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também pode causar esteatose, mas muitas pessoas desenvolvem a doença mesmo sem ingerir álcool.

Na maioria das vezes, a esteatose é descoberta em exames de rotina, como ultrassonografia ou exames de sangue. Quando presentes, os sintomas costumam ser inespecíficos, como cansaço, sensação de peso ou desconforto na parte superior direita do abdômen.

A boa notícia é que, na maior parte dos casos, a gordura no fígado pode diminuir e até desaparecer com mudanças no estilo de vida. A perda de peso gradual, a prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada são as medidas mais eficazes. Recomenda-se reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, frituras, doces, refrigerantes e bebidas alcoólicas, dando preferência a frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis.

Também é importante controlar doenças como diabetes, pressão alta e colesterol elevado, sempre com acompanhamento médico.

Não existe um medicamento específico que cure a esteatose hepática para todas as pessoas. O tratamento é individualizado e depende da causa e da gravidade da doença.

Por fim, vale lembrar que ter gordura no fígado não significa, obrigatoriamente, uma doença grave. Com diagnóstico precoce e hábitos saudáveis, é possível proteger o fígado, evitar complicações e melhorar a qualidade de vida.

Texto de Dr. Clayton Guimarães
Médico - CRM SC 10321
Especialista em Cirurgia (RQE 5633) e  em Endoscopia (RQE 9335)

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