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Empatia se aprende: Como o cérebro se desenvolve

Confira a coluna da neuropsicopedagoga, Andreia Jasper.

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Empatia se aprende: Como o cérebro se desenvolve Empatia se aprende: Como o cérebro se desenvolve. Foto: Geração de IA

Hoje, vamos dar mais um passo essencial na nossa jornada de desenvolvimento: como se forma a empatia e de que maneira o cérebro social das nossas crianças e adolescentes aprende a se conectar com o outro.

Muitas vezes, exigimos que os filhos sejam compreensivos, generosos e empáticos, mas esquecemos que a empatia não surge por passe de mágica e nem por ordens rígidas. Ela tem uma base biológica extraordinária chamada neurônios-espelho.

Descobertos pela neurociência, esses neurônios são células especiais que dispararam tanto quando realizamos uma ação quanto quando simplesmente observamos alguém realizá-la. É graças a eles que sentimos vontade de chorar ao ver alguém triste em um filme ou que sorrimos quando alguém nos sorri de volta.

Em outras palavras, o cérebro social aprende muito mais pelo exemplo do que pelo discurso. As crianças não fazem o que dizemos; elas fazem o que veem e, sobretudo, o que sentem na convivência conosco.  

Para desenvolver a empatia e os relacionamentos interpessoais, podemos adotar pequenas posturas no dia a dia que ensinam a criança a olhar para além do próprio umbigo:

? Valide sentimentos antes de cobrar reações: Quando um amigo do seu filho chora ou quando o próprio irmão está chateado, em vez de dizer "não foi nada", ajude-o a enxergar a dor do outro. Diga: "Olha só, o João está triste porque perdeu o brinquedo dele. Como você acha que ele está se sentindo?". Nomear e validar o que o outro sente treina o cérebro para a compaixão.

? Pratique a escuta ativa em casa: Crianças que se sentem profundamente ouvidas e validadas por seus pais aprendem a ouvir os outros. Quando seu filho trouxer uma queixa da escola ou um conflito com um colega, escute sem julgamentos imediatos, mostrando interesse genuíno.

? Seja o espelho da gentileza: Lembre-se dos neurônios-espelho. A forma como tratamos os outros na frente dos nossos filhos (no trânsito, no atendimento de um restaurante ou em um momento de estresse familiar) é a principal aula de empatia que eles frequentam.

Dica Prática para Levar para Casa

Na próxima vez que houver um atrito, respire fundo e pergunte: "Se você estivesse no lugar dele agora, o que gostaria que alguém fizesse por você?".

Essa simples pergunta ativa o córtex pré-frontal e treina o cérebro social a sair da própria perspectiva. Vamos continuar cultivando lares onde o respeito e a empatia caminham lado a lado com a ciência e o coração.  

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