A Diocese de Rio do Sul publicou uma orientação pastoral voltada às eleições de 2026, com diretrizes para preservar a neutralidade da Igreja Católica durante o processo eleitoral.
O documento foi assinado pelo bispo diocesano, Dom Adalberto Donadelli Júnior, e entrou em vigor no dia 31 de maio.
Entre as principais determinações está a proibição do uso de igrejas, salões paroquiais, centros pastorais e canais oficiais de comunicação da Diocese para reuniões político-partidárias ou favorecimento de candidatos.
A orientação também veda que padres utilizem homilias ou celebrações religiosas para promover partidos ou candidaturas. O clero deverá manter postura neutra e orientar os fiéis ao discernimento consciente.
Fiéis que ocupam cargos eclesiásticos e pretendem disputar cargos públicos deverão solicitar afastamento ou renunciar à função no momento do registro da pré-candidatura.
Já ministros, catequistas, leitores e salmistas que entrarem no processo eleitoral deverão suspender o exercício público das funções litúrgicas até o fim do pleito.
O documento também proíbe doações de candidatos à Igreja em troca de apoio político. Líderes eclesiásticos que descumprirem as normas poderão ser removidos do ofício por justa causa.
Foto: Moisés Stuker / NDTV Blumenau