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Comissão da Câmara dos Deputados autoriza avanço de proposta que prevê fim da escala 6x1

Propostas que tratam da redução da jornada passam pela CCJ e seguem para comissão especial que vai discutir o conteúdo e possíveis mudanças.

Comissão da Câmara dos Deputados autoriza avanço de proposta que prevê fim da escala 6x1 Comissão da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução / Site RNA

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), a admissibilidade de propostas de emenda à Constituição que preveem o fim da escala seis por um. A votação ocorreu de forma simbólica e permite o avanço da discussão no Congresso Nacional.

O relator, deputado Paulo Azi, considerou constitucionais os textos apresentados pelas deputadas e deputados Erika Hilton e Reginaldo Lopes.

Redução da jornada de trabalho entra em debate

As propostas analisadas apresentam caminhos diferentes para a jornada de trabalho. Um dos textos propõe a redução para 36 horas semanais. Já o outro prevê a mesma carga horária, porém com implementação gradual ao longo de dez anos.

Além disso, o Governo Federal apresentou um projeto com pedido de urgência. A proposta prevê a transição para 40 horas semanais e dois dias de descanso.

O deputado Reginaldo Lopes afirmou que pretende apresentar uma sugestão na próxima etapa: “Se for indicado como membro desta comissão, eu vou apresentar uma emenda como sugestão. E nessa emenda, eu quero traduzir o acordo que nós fizemos com o Governo Federal, que sinaliza para redução de 44 horas imediatamente para 40 horas, sem redução dos salários e o fim da escala seis por um, mas pela escala cinco por dois”, disse.

Impactos para empresas entram na discussão

Durante a análise, parlamentares também abordaram possíveis efeitos econômicos. O deputado Lucas Redecker afirmou que é necessário discutir compensações para as empresas.

Segundo ele, há estimativas de aumento de custos: “A previsão é que o custo por empregado aumente 22% numa média geral das empresas do Brasil, dando um resultado de 8 a 10% no custo final da empresa durante um ano. Esses são pontos que eu trago para o debate, para que essa conta não chegue ao consumidor”, afirmou.

Proposta segue para comissão especial

Agora, os textos seguem para uma comissão especial, que vai analisar o mérito e discutir possíveis alterações. Essa etapa deve definir o formato final da proposta.

Depois disso, a matéria poderá ser votada em dois turnos no plenário da Câmara. Para aprovação, serão necessários pelo menos 308 votos favoráveis, por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição.

A expectativa é que o tema chegue ao plenário até o final de maio.

Ouça a reportagem de Rita Sardi, da Rede de Notícias ACAERT: 

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