A Associação dos Fumicultores do Brasil, a Afubra, determinou novas regras para a inscrição de lavouras no sistema mutualista em Santa Catarina. Portanto, apenas as plantações realizadas entre abril e novembro poderão contar com a cobertura do auxílio.
O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, explicou que a medida visa evitar o cultivo contínuo ao longo do ano inteiro. Consequentemente, a restrição protege as lavouras contra a proliferação de pragas e doenças devido à ausência de um vazio sanitário oficial na cultura.
Segundo o presidente o plantio inadequado em propriedades isoladas coloca em risco a produção dos agricultores vizinhos. Logo, a atualização do regulamento estabelece calendários técnicos regionais para orientar os associados. "Essa temporada de plantio, ela é sazonal, conforme a região, mas nós temos que estar consciente que não podemos numa mesma região plantar tabaco o ano todo, de janeiro a janeiro, e sim no momento tecnicamente recomendado", afirmou o presidente da Afubra.
Associação recomenda redução na área plantada
Diante dos desafios enfrentados na safra vinte e cinco para vinte e seis, a diretoria reforçou a necessidade de equilibrar a oferta e a demanda internacional. Portanto, a orientação incentiva os produtores a reduzirem a área cultivada entre dez e quinze por cento.
O presidente da Afubra, Marcílio Drescher, destacou que a estratégia diminui os gastos elevados com a contratação de mão de obra terceirizada escassa. Por fim, a adoção do conceito de que menos é mais melhora a rentabilidade e a qualidade final do produto comercializado.
"Então, a orientação e que nós podemos recomendar que cada um repense a sua safra, talvez plantando dez a quinze por cento a menos, ajudará a equilibrar a demanda e oferta aqui no Brasil, para que tenhamos um valor médio melhor nas próximas safras", declarou Marcílio.
Ouça a reportagem de Josué Eger.
Roça de fumo em Ituporanga. Foto: Berta Thiesen