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Afubra aumenta peso indenizado do tabaco atingido por granizo

Assembleia aprova reajuste para 70 gramas por pé e mantém contribuição contra o granizo diante de riscos climáticos e tributários.

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Afubra aumenta peso indenizado do tabaco atingido por granizo Assembleia Geral Ordinária da Afubra. Foto: Reprodução / Site Afubra

A Associação dos Fumicultores do Brasil aprovou o aumento do peso máximo indenizado por pé de tabaco de sessenta e seis para setenta gramas. Portanto, a deliberação ocorreu durante a assembleia geral ordinária realizada em julho.

O presidente da Afubra, Marcílio Drecher, explicou que a votação ocorreu de maneira unânime entre os associados. Consequentemente, a medida representa um acréscimo real de seis vírgula zero seis por cento nos cálculos de auxílio aos produtores rurais.

Segundo Marcílio, o valor pago utiliza como base a Unidade Referencial Monetária. Logo, o produtor rural recebe praticamente o dobro deste peso em termos monetários quando ocorre o sinistro na lavoura. "Pode parecer pouco essas gramas por pé, claro, porém o valor que se paga sempre é da URM, ou seja, o máximo de uma tabela de tabaco, muitas vezes superada, inclusive, como foi nesse ano. Então, o produtor não recebe só setenta gramas e sim praticamente o dobro deste peso em termos de cálculos", afirmou o presidente da Afubra.

Taxa de contribuição para o granizo é mantida

Durante o encontro, os associados também avaliaram a contribuição destinada ao sistema mútuo contra granizo. Embora houvesse a possibilidade de redução, a taxa permaneceu em seis por cento.

Marcílio Drecher apontou que o fenômeno climático El Niño traz previsões de tempestades mais frequentes nas lavouras. Além disso, o aumento no peso indenizado exigirá desembolsos maiores da entidade durante o atendimento aos sinistros. "Em um momento que seria receberia um valor x, você recebe um valor y, que é de seis vírgula zero seis por cento melhor para o nosso produtor", declarou o presidente da Afubra, 

Preocupação com a reforma tributária federal

Outro ponto debatido na assembleia envolveu as propostas da reforma tributária em discussão no governo federal. Portanto, a entidade avalia possíveis impactos financeiros inéditos na movimentação de recursos do sistema mútuo.

O presidente da Afubra, Marcílio Drechsler, afirmou que a instituição poderá arcar com novos impostos sobre as operações financeiras pela primeira vez na história. Por fim, a diretoria considerou a manutenção da taxa uma medida prudente para garantir a segurança financeira do sistema de auxílio aos produtores.

Ouça a reportagem de Josué Eger: 

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