Nova UTI do Hospital Regional tem 100% de ocupação em poucas horas

Situação se agravou durante o final de semana, com seis pacientes aguardando vaga ou transferência no PS

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Nova UTI do Hospital Regional tem 100% de ocupação em poucas horas

Foto: Reprodução Facebook

 

Os cinco novos leitos de UTI Covid do Hospital Regional de Rio do Sul, habilitados pelo Ministério da Saúde, foram ocupados, em poucas horas, no mesmo dia da abertura, no sábado (1º). Com isso o número de pacientes internados passou para 15, além de outros três ocupando leitos na UTI Geral. A situação se agravou ainda mais durante o final de semana. De sexta a segunda-feira treze pacientes foram intubados e parte deste encontra-se ainda no Pronto-socorro aguardando vaga nas Unidades de Terapia Intensiva da instituição ou transferência, através do Sistema de Regulação (Sisreg).


De acordo com o médico Marcelo Vier Gambetta, diretor-técnico do Hospital Regional de Rio do Sul, os números registrados no final de semana são preocupantes. “A situação parecia que daria uma certa tranquilidade, em razão do aumento do número de leitos credenciados, mas isso só ocorreu durante cerca de 12 horas”. Gambetta observou que não existe um motivo aparente para esse aumento do número de casos atendidos no Hospital Regional. “Parece ter uma correlação temporal com o feriado de Páscoa, quando as famílias se reuniram, mas nada está comprovado “.


Outra coisa que chama a atenção é a média de idade dos pacientes internados, que caiu.  No começo da pandemia girava em torno de 60 a 62 anos e agora caiu para 53,5 anos. “Parece que essa variante, a chamada P2 ou cepa de Manaus, pode ter uma participação nestes números, em razão da maior transmissibilidade, com quadros mais graves e mais tardios.
Gambetta recomenda que a população continue com os mesmos hábitos do início da pandemia e que medidas de distanciamento sejam respeitadas. A etiqueta da tosse e a higienização constante das mãos com álcool em gel também fazem parte das orientações. “As pessoas não devem pensar que pelo fato de estarem vacinadas, estão isentas de pegar ou transmitir a doença”, advertiu o médico.

 

 

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